sábado, 30 de abril de 2011

EXUS

Os exus ou povo da rua são concebidos nas correntes predominantes na Umbanda como guardiões, encaminhadores e combatentes das forças das trevas. Cabe a eles o combate direto contra as energias que circulam no Astral Inferior, pois conhecem profundamente os caminhos e trilhas desse ambiente energético. É a sua função primeira, assim como a dos caboclos e pretos-velhos é a de orientar e aconselhar. Seriam os "policiais" do além, agentes e mensageiros dos orixás a cujas linhas pertencem e com os quais estão comprometidos, encarregados de reprimir os quiumbas, espíritos obsessores e moralmente atrasados. Nessa concepção, os exus não fazem o mal, mas devolvem o mal feito a outros, às vezes até com mais força.

Suas funções são cortar demandas, desfazer trabalhos, feitiços e magia negra, feitos por espíritos malignos. Ajudam nos descarregos retirando os encostos e espíritos obsessores e os encaminhando para luz ou para que possam cumprir suas penas em outros lugares do astral inferior.

Organização dos exus, segundo o projeto Ylê Iyá
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Outras concepções, provavelmente mais comuns nos terreiros populares, fazem dos exus forças amorais, dispostas a fazer o mal a quem fizer oferendas e sacrifícios, sem distingui-los claramente dos quiumbas e sincretizando-os aos demônios cristãos. Nessa perspectiva, fazem parte da legião de Lúcifer, anjo que se revoltou contra o Criador e foi expulso dos Céus e suas fileiras se organizam sob o comando de uma trindade - Lúcifer, Belzebu e Astarot - análoga à trindade cristã, Pai, Filho e Espírito Santo, sincretizados, respectivamente, com Obatalá, Oxalá e Ifá.

Uma tentativa de harmonizar essas concepções distingue três tipos de exus:

  • Exu pagão ou Exu-quiumba: não sabe distinguir o bem do mal e trabalha para quem pagar mais. Não é confiável, pois se for apanhado, é castigado pelas falanges do bem e volta-se contra quem o mandou. São os quiumbas da Umbanda tradicional.
  • Exu batizado ou Exu-de-lei: já conhece o bem e o mal, praticando os dois conscientemente; são os capangueiros ou empregados das entidades, a cujo serviço evoluem na prática do bem, porém conservando suas forças de cobrança. São os exus propriamente ditos na Umbanda tradicional.
  • Exu coroado: após grande evolução como empregado das entidades do bem, recebem, por mérito, a permissão de se apresentarem como elementos das linhas positivas, caboclos, pretos-velhos, crianças etc.

De qualquer forma, os exus gostam de fumar, beber, rir, brincar com as pessoas e dizer palavrões. São francos e diretos, não fazem rodeios nem mentem. Supõe-se que muitos exus foram pessoas comuns (inclusive, ou principalmente, malandros e prostitutas) que cometeram alguma falha e escolheram, ou foram escolhidos, a vir nessa forma para redimir seus erros passados. Outros seriam espíritos evoluídos que escolheram ajudar e continuar sua evolução atendendo e orientando as pessoas e combatendo o mal.

O dia dos exus é a segunda-feira e geralmente bebem cachaça. Sua roupa, quando possível, é preta e vermelha. Costuma-se fazer-lhes oferendas nas encruzilhadas, colocando dinheiro, velas pretas e vermelhas, charutos e cachaça ou batida de mel. No caso das pombagiras (exus femininos), costuma-se oferecer cigarros rosas e champanhe ou licor de anis.

Exus populares Editar a secção Exus popularesEditar

A concepção e a classificação dos exus varia conforme a tenda ou terreiro, mas existem alguns nomes bem populares e conhecidos nos meios da Umbanda/Quimbanda:

Exu Caveira
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Exu Tiriri
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Exu Tranca-Ruas
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Exu Zé Pelintra
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  • Exu Caveira: ajuda nos conflitos, ensinando as artimanhas da guerra e o modo de vencer inimigos. É encarregado de vigiar os cemitérios e os lugares onde houver pessoas enterradas. Sua força é de modo a incutir medo aos que o invocam. Todo trabalho ou despacho a ser feito num cemitério precisa da participação do Exu Caveira. É lugar-tenente de Omolu e sem a sua participação, nenhum trabalho ou despacho feito no cemitério dará resultado. Para se entregar, seja o que for, a Omolu, no cruzeiro de um cemitério, é indispensável saudar primeiro Exu Caveira, acendendo uma vela em sua homenagem na sepultura mais próxima do Cruzeiro, à esquerda e pedindo-lhe licença para a entrega. Apresenta-se, em geral, com a forma de uma caveira. Na maioria das vezes, apresenta-se depois da "hora grande" (meia-noite).
  • Exu Tata Caveira: provoca o sono da morte e manipula drogas e entorpecentes. Apresenta-se como uma caveira, vestido de preto.
  • Exu Brasa: provoca de incêndios e domina o fogo. Concede o dom de andar sobre o fogo.
  • Exu Pemba: propaga moléstias venéreas e favorece amores clandestinos. Apresenta-se como um mago.
  • Exu Maré: facilita a invisibilidade das pessoas, dando-lhes poderes de se transportar de um lugar para outro. Sua apresentação é a de uma criatura normal. Provavelmente, uma corruptela de Oxumaré
  • Exu Carangola: faz as pessoas ficarem perturbadas e darem gargalhadas histéricas, dançando sem ter vontade; comanda o ritmo cabalístico da dança.
  • Exu Arranca-Toco: Habita as matas. É especializado no domínio de tesouros.
  • Exu Pagão: Separa casais. Tem poder de incutir ódio e ciúme nos corações humanos.
  • Exu da Meia-Noite: é um dos mais invocados, porquanto é o encarregado de escrever toda a sorte de caracteres e tratar, especialmente, das forças ocultas. Segundo uma crença popular, foi ele quem ensinou a São Cipriano todas as sortes e mágicas que fazia. À meia-noite, o Exu da Meia-Noite faz a ronda do mundo físico, sendo por isso que, na Umbanda, deixa-se passar, pelo menos, uns cinco minutos da meia-noite para se sair à rua ou para se deixar um Terreiro. Na Quimbanda é exatamente à meia-noite que se fazem os despachos destinados ao Exu da Meia-Noite.
  • Exu Mirim: influente sobre as mulheres e crianças, é preferido pelas Mães-de-Santo para os trabalhos de amarração. Apresenta-se com roupagem de criança.
  • Exu Pimenta: especializado na elaboração da química e dos filtros de amor. Dá o verdadeiro segredo do pó que transforma metais. É reconhecido quando incorpora por um forte cheiro de pimenta que exala.
  • Exu Malé: tem o poder das artes mágicas e das bruxarias que se realizam nos Candomblés. Apresenta-se com a forma de um Preto Velho, mas é reconhecido pelo forte cheiro de enxofre que exala.
  • Exu das Sete Montanhas: domina as águas dos rios e das cachoeiras que saem das montanhas. Sua roupagem é da cor do lodo e deixa no ar, quando incorporado, um forte cheiro de podre, emanado do seu corpo fluídico.
  • Exu Ganga: domina os despachos que se fazem nos cemitérios, tanto nos casos em que o trabalho é feito para o mal quanto para salvar alguém da morte. Apresenta-se vestido de preto e cinza, deixando no ar forte cheiro de carne em decomposição.
  • Exu Marabô: fiscal do plano físico, distribui ordens a seus comandados. Apresenta-se como um autêntico cavalheiro, dominando o francês, apreciando bebidas finas e os melhores charutos. De gênio muito difícil, raramente apresenta-se em terreiros
  • Exu Mangueira: Semelhante ao Marabô, mas expele cheiro forte de enxofre quando está sendo incorporado. De gênio muito dificil, é necessário recorrer a entidades superiores para retirá-lo.
  • Exu Caminaloá: trabalha ao lado do Exu Mangueira e é um dos seis mais poderosos. Apresenta-se comandando uma poderosa equipe de espíritos com a forma de Pretos, ornados de penas na cabeça e na cintura com argolas nos lábios, nas orelhas e nos braços. São esses espíritos, os especializados em provocar doenças mentais, até mesmo a loucura. O Exu Caminaloá é o Chefe da Linha de Mossurubi da Quimbanda.
  • Exu Quirombô: atua como Exu Mirim, mas é especializado em prejudicar mocinhas, desviando-as para o "mau caminho". Apresenta-se, também, como criança.
  • Exu Veludo - apresenta-se como um fino cavalheiro muito bem vestido, tomando bons conhaques e fumando bons charutos. Possui "pés de cabra" e gosta de trabalhar com "as moças".
  • Exu Tiriri - despacha trabalhos nas encruzilhadas, matas e rios. Apresenta-se como um homem preto com deformação facial.
  • Exu Tranca-Ruas das Almas - muito solicitado pelos terreiros antes de começar as sessões. Guarda as porteiras dos terreiros com sua falange, contra os quiumbas e também os recintos onde se pratica a Alta Magia.
  • Exu Sete Encruzilhadas: Tem prazer em ensinar e doutrinar, por isto sempre está tirando dúvidas a todo aquele que lhe faça perguntas, desde as perguntas mais insólitas como "porque há estrelas..." até as mais comuns como "quero saber se meu marido me engana..." Prefere beber uísque de boa qualidade e fumar charutos grossos. Sua voz é rouca, grave e forte. Quando está manifestado em algum médium, gosta também de azeitonas. Seu olhar é insustentável e quando se fixa em alguém, parece que o atravessa e sabe seus segredos mais íntimos. As pessoas que o conhecem sentem certa autoridade nele e o respeitam. Apresenta-se como um homem de idade avançada, de pele escura, barba e olhos vermelhos, cor de brasa. Traz a metade do seu corpo (o lado esquerdo) queimado, sendo que sua perna esquerda não funciona bem, por isto é muito comum que se apóie em um bastão.
  • Zé Pelintra: É originário do Catimbó do Nordeste, onde usa chapéu de palha, lenço vermelho no pescoço, fuma cachimbo e gosta de andar descalço. Receita chás medicinais para a cura de qualquer mal, benzer e quebrar feitiços dos seus consulentes. Na Umbanda/Quimbanda, é representado de terno branco, gravata vermelha, cravo na lapela e chapéu caido na testa, de acordo com a figura tradicional do malandro carioca. Particularmente versátil e ambivalente, aparece tanto na Umbanda, como preto-velho, como na Quimbanda, como exu. Vem acompanhado de toda a linha de malandros, entidades supostamente oriundas de pessoas envolvidas com o submundo, jogo, prostitutas, bebidas fortes e drogas.
ZÉ PILINTRA NÃO É EXU!

segunda-feira, 18 de abril de 2011

ESCLARECENDO...

Devemos saber que existe a LEI DO RETORNO!!!


Todos os trabalhos feitos para o mal, futura mente retornaram para você! Assim como também se você faz o bem, recebe o bem!
Muitas pessoas pensam que fazendo um trabalho, por exemplo, de afastamento, quem vai se prejudicar mais adiante vai ser a pessoa que mandou fazer e não aquela que fez! TOTALMENTE ERRADO! QUEM MANDA FAZER UM TRABALHO PARA O MAL E QUEM O FAZ, SÃO PREJUDICADOS JUNTOS!
Então, vou ser breve, PENSEM BEM ANTES DE COMETER ALGUMA INJUSTIÇA! Não pensem só em vocês, pensem em quem vai ser prejudicado! E nunca esqueçam: Quem pode cobrar os atos errados de uma pessoa é e sempre vai ser somente DEUS! Porque Ele PODE, e não só temos que RESPEITÁ-LO!!!

Axé para todos!!

domingo, 17 de abril de 2011

Pomba Gira Menina do Cabaré

"Mas vejam que menina
vejam que menina bela
A pomba gira menininha
sentadinha na janela

É um lere lere
É um lara lara

Ó seu rapaz bonito
o que tanto tu me olhas?
Se vc não me queria
Pq me namoras?

É um lere lere
É um lara lara"

"Pombagira Menininha
da sandalha de pau
por onde ela passa
faz o bem e faz o mal"

"Eu tava no Ilê
eu tava curiando
Pomba gira Menininha
Aonde estás?

Eu tava no Ilê
eu tava curiando
Pomba gira Menininha
É mojibá!"

"É de melão, melão
Sabiá!
É de laranjeira
Sabiá!
Menininha é boa
mas é traiçoeira
E o macho vai
Vai, vai!
Mas o macho vêm
Vêm, vêm
Mas eu só tenho pena
daquela morena...
Mas se Deus não é bom
o diabo não é mau!
É pomba gira Menininha
mata cobra e mostra o pau!"

sexta-feira, 18 de março de 2011

Poema de Exú (Jorge Amado)

Não sou preto;
branco ou vermelho;
Tenho as cores e formas que quiser;
Não sou diabo nem santo, sou Exú;
Mando e desmando;
Traço e risco;
Faço e desfaço;
Estou e não vou, Tiro e não dou;
Sou Exu;
Passo e cruzo;
Traço, misturo e arrasto o pé;
Sou rebuliço e alegria;
Rodo, tiro e boto;
Jogo e faço fé;
Sou nuvem, vento e poeira;
Quando quero, homem e mulher;
Sou das praias, e da maré;
Ocupo todos os cantos;
Sou menino, avô, maluco até;
Posso ser João, Maria ou José;
Sou o ponto do cruzamento;
Durmo, acordo e ronco falando;
Corro, grito e pulo;
Faço filho assobiando;
Sou argamassa;
De sonho carne e areia;
Sou a gente sem bandeira;
O espeto, meu bastão;
O assento? O Vento;
Sou do mundo, nem do campo;
nem da cidade; Não tenho idade;
Recebo e respondo pelas pontas;
Pelos chifres da nação;
Sou Exu;
Sou agito, vida, ação;
Sou os cornos da lua nova;
A barriga da rua cheia;
Que mais? Não dou;
Não estou mais aqui!

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Pontos da Pomba Gira Maria Padilha...

"Tira o teu sorriso do caminho
que eu quero passar com minha dor
se ontem pra você fui espinho
espinho não machuca flor
eu só errei quando juntei minha alma sua
o sol não pôde viver perto da lua
se ontem foi ontem o amanhã será depois
mas aqui eu voltarei para o que resta de nós dois
hoje eu volto ao jardim
na esperança de lhe encontrar
mas eu falo com as rosas, mas as rosas não falam
simplesmente exalam o perfume do amor
eu disse, mulher não cruze no meu caminho
eu sou belo como as rosas, mas também
Tenho Espinhos!!!"

-X-X-X-X-X-X-X-X-X-X-X-X-X-X-X-X-X-X-X-X-X-X-X-X-X-X-X-X-

Na Encruzilhada seu pontaco afirmou,
Foi Zambi quem lhe coroou, (BIS)
Senhor Ogum empresta seu cavalo
No romper da Aurora.
A Padilhavai embora.

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Padilha é moça formosa
Formosa Padilha é
Padilha pisa na banda
Na banda do Candomblé
Cadê seus brincos de ouro
Cadê o seu cordão dourado
Cadê sua pulseira linda Ô Padilha
Pisa nessa banda lindo Ô Padilha }4x

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Tava na Encruzilhada
Cigarro, marafo e vela
Faz seu pedido moça, pensando nela
Se você merecer Maria Padilha
Vai lhe atender.

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Quando ela vem no clarão do Sol
Quando ela vem no clarão da Lua
Dando risada rah rah rah
Maria Padilha dona da Rua.

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Se você quer Patuá e quiser ganhar
Vai falando com a mulher que ela vai te ajudar (BIS)
Alupandê para a maria passar
Oh abre a roda que a Padilha
Vem Girar. (BIS)

-X-X-X-X-X-X-X-X-X-X-X-X-X-X-X-X-X-X-X-X-X-X-X-X-X-X-X-X-X-X-X-

Maria Padilha é moça bonita
Ela trabalha em seu jacutá
arriou, arriou, arriou
Oh mamãe da quimbanda segura seus filhos
que eu quero (BIS)

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Ogum mandou bater palmas para a Padilha ir embora(BIS)
Ela vai pela linha das almas
Ela segue o seu caminho
Ela deixa um Adeus para quem fica
Boa Noite
Que a Padilha vai embora!

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Ela é rainha e sua coroa brilhou(BIS)
Rainha que vem lá do cemitério
Maria Padilha das Almas
Sua coroa tem mistérios.

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Abre essa cova quero ver tremer
Abre essa cova quero ver balancear (BIS)
Maria Padilha das almas
O cemitério é o seu lugar
É no buraco que a Padilha mora
É no buraco que a Padilha vai girar.

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Maria Padilha estou cantando em seu louvor
Na barra da sua saia
Corre água nasce flor. (BIS)

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Maria Padilha é Mulher de Nove maridos (BIS)
Oh cuidado com ela
Que a Padilha é um perigo (BIS)

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Padilha tem uma saia
Na barra tem sete nós
Só o tempo o vento sabe quanto custa
Cada nó
E Padilha e Padilha e Padilha
E Padilha é mulher que não tem pai (BIS)


domingo, 23 de janeiro de 2011

Vestidos&Capas

Estou fazendo alguns modelos de vestidos e capas. São todos desenhados em folhas de ofício, pintados à mão e bem detalhados. Estou procurando uma pessoa que trabalhe com confeccionar Axós e entre outros... e que esteja interessada nos meus modelos.


Cobro R$10,00 por desenho. Tenho aproximadamente 36 modelos (vestidos para pomba giras e capas para exús).


Para que eu mande os modelos, preciso receber por e-mail o comprovante de depósito da compra. Só assim mandarei pelo correio os desenhos!


Para mais detalhes mande-me um e-mail: andressyta_inter@hotmail.com
Ou pelo Orkut:

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

INCENSOS DO POVO CIGANO


Usados de maneira correta, criam uma atmosfera no ambiente, de energia, equilíbrio e harmonia, que ajuda o ser humano a sintonizar mais facilmente com os planos superiores.

Como ainda hoje acontece, em épocas passadas o incenso era usado para quatro finalidades:

1) Para Agradar aos Deuses:
Acreditava-se que o cheiro agradável e aromático que o próprio homem sentia agradaria aos deuses ou à divindade. Vamos chamá-lo de função de oferenda do incenso.

2) Meio de Oração:
O incenso era visto como um meio para a oração. Acreditava-se que a fumaça ascendente levaria aos deuses as petições daqueles que queimavam o incenso. Por causa de seu cheiro agradável acreditava-se que deveria ser um meio ao qual os deuses não podiam se fechar.

3) Meio de Neutralização:
O incenso era queimado para mascarar ou neutralizar o mau cheiro oriundo de imolações (animais e outros materiais). Pela mesma razão também era usado nos funerais.

4) Meio de Influência Inter-Humana:
O aroma e as vibrações do incenso sintonizam aquele que o queima com uma determinada finalidade ou dão um determinado estado de ânimo às diversas pessoas que se encontram no ambiente onde o incenso é queimado. O aroma e as vibrações despertam em todas as pessoas determinadas sensações e lembrança e sintonizam a psique e a mente com certos objetivos.


O USO DO INCENSO NA ANTIGUIDADE (Histórico)

Entre os Hebreus (com referência no Velho Testamento)

O uso do incenso teve desde a antigüidade um sentido de purificação e proteção. Para os egípcios ele constituía uma forma de manifestação da divindade. No culto dos mortos via-se no uso do incenso um guia para a vida do além.

A partir do momento em que o incenso começou a entrar nos rituais - provavelmente inspirados pelos babilônios - conquistou um papel cada vez mais importante na adoração de Deus.

Aos poucos, no contexto de uma religiosidade mais espiritual, o incenso tornou-se símbolo da oração que se eleva a Deus, significando também a adoração prestada aos deuses.

No judaísmo o incenso era símbolo da adoração e do sacrifício. O odor do incenso devia servir também para aplacar a ira de Javé. De modo geral, o incenso constitui um símbolo de adoração e de veneração a Deus.

O sacrifício do incenso e a adoração identificam, sendo ambos um sacrifício a Deus. Existem numerosas referências contidas no Antigo Testamento a respeito do incenso fazem supor que também entre os hebreus daquela época o uso do incenso era tradicional. Hoje os cientistas são unânimes em dizer que era apenas em torno do século VII antes de Cristo que os judeus incorporaram o incenso em seus rituais.

Inicialmente, o incenso constava poucos ingredientes - óleo de mirra, gálbano e olíbano puro. Seu preparo era reservado aos sacerdotes e acontecia de uma maneira sublime e secreta.

Eis as medidas passadas por Deus à Moisés segundo a Bíblia (Velho Testamento):

Êxodo 30:34 - Disse mais o Senhor a Moisés: Toma especiarias aromáticas: estoraque, onicha e gálbano, especiarias aromáticas com incenso puro; de cada uma delas tomarás peso igual; 35 e disto farás incenso, um perfume segundo a arte do perfumista, temperado com sal, puro e santo; 36 e uma parte dele reduzirás a pó e o porás diante do testemunho, na tenda da revelação onde eu virei a ti; coisa santíssima vos será. 37 Ora, o incenso que fareis conforme essa composição, não o fareis para vós mesmos; santo vos será para o Senhor.

Queimava-se incenso durante os sacrifícios e quando amadureciam as primeiras frutas. Além do mais, era queimado, independentemente de tais acontecimentos externos, de manhã e à noite sobre um altar especial, ou num turíbulo especial. Grandes doses de incenso aromático também eram usados para a purificação das mulheres.

NO EGITO DOS FARAÓS

Os antigos egípcios eram mestres no preparo e uso dos incensos. O mais famoso de todos os incensos egípcios é o kyfi. O historiador romano Plutarco escreveu as seguintes palavras sobre o kyfi do Egito Antigo : "Os ingredientes de kyfi proporcionam-nos bem estar à noite. Kyfi é capaz de acolher as pessoas, pode provocar sonhos e fazer esquecer as preocupações cotidianas, dando calma e serenidade a todos que o inalam."

A mistura dos ingredientes de kyfi era preparada durante um ritual secreto acompanhado do canto de textos sagrados. Seu preparo exigia um ritual especial, extremamente secreto no templo. O efeito misterioso do kyfi consistia em gerar um estado de ordem e harmonia.

No antigo Egito, a queima de incenso era uma parte importante em todos em todos os rituais, já que a cada um dos ingredientes dos diversos tipos de incenso eram atribuídas características mágicas e místicas específicas.

Além disso, os egípcios queimavam incenso para, durante suas práticas médicas, expulsar demônios, considerados responsáveis por determinadas doenças.

Até onde sabemos hoje, os egípcios tradicionalmente preparam o kyfi.

A ANTIGÜIDADE GREGA

Apenas um cientista defende a teoria de que o incenso teria chegado aos gregos através do culto a Afrodite, tendo em vista que na Fenícia e em Chipre tradicionalmente se queimava incenso no culto dessa deusa.

Posteriormente, os gregos importaram o incenso da Arábia, como um produto comercial. À semelhança do costume de outros povos, os gregos também queimavam incenso quando faziam imolações, tanto como oferenda independentemente aos deuses quanto como um meio para neutralizar e purificar o cheiro ruim das imolações.

A oferenda de incenso era feita em combinações com frutas, pão, trigo e outros alimentos, ou era oferecida isoladamente em cultos para os deuses ou em rituais domésticos. O incenso também era dado como presente a outras pessoas.

Às vezes, o incenso era jogado sobre o altar de oferendas de modo que seus aromas pudessem se misturar com a fumaça do sacrifício ou as vezes de uma imolação. Queimava-se também incenso fora dos templos.

Os gregos conheciam os incensários que podiam ser segurados na mão. Através de hinos antigos da Grécia, sabemos ainda que no culto de Orfeu eram usados muitos tipos de incenso.

OS ROMANOS

Na religião romana oficial considerava-se como a oferenda sangrenta mais importante o oferecimento de TUS, que designava tanto o incenso em geral quanto a goma-resina (olíbano) em especial. Um ritual era considerado incompleto se não fosse usado o TUS.

Também os deusas da casa recebiam sua porção incensos. Nos altares maiores, era queimado sobre braseiros ou sobre pequenos altares portáteis (foci turibulum). O incenso era transportado e armazenado numa caixinha chamada acerrra, que se enterrava nos túmulos junto com os mortos.

Nos casos de imolações queimava-se uma mistura de incenso, açafrão e louro.

Na época das grandes perseguições dos cristãos pelo imperador Décio, cerca de 250 depois de Cristo, a queima de incenso, era o que o cristão podia provar sua lealdade diante do Estado, e portanto, diante da religião do Estado. Era costume também queimar incenso diante de "retratos ou esculturas" do imperador ou até mesmo diante de sua presença.

OS HINDUS

Poderíamos considerar o hinduísmo um dos baluartes do uso do incenso. Os hindus foram ávidos por aromas e na Antigüidade Clássica, já foram famosos por seus perfumes.

Os hindus queimava incenso pelos mesmos motivos que já vimos, entre os gregos e os romanos, ou seja, de modo ritualístico em público ou no ambiente da casa.

Nessa mesma tradição enquadra-se também a vidente indiana que durante as sessões tenta despertar sua inspiração com a ajuda de plantas e árvores sagradas.

No hinduísmo moderno, o uso do incenso está amplamente difundido. Assim no culto em homenagem a Shiva diante da pedra orissa quanto das estátuas de Krishna se queimam cânfora e incenso.

CRISTIANISMO

Nos ritos da Igreja Cristã, o incenso foi introduzido de forma paulatina. Os cultos da igreja primitiva tinham um caráter simples e, com exceção de finalidades de simples purificação, o incenso era evitado, pois era visto como elemento de origem judaica ou pagã.

O uso do incenso parece evidente para fins cerimoniais não era mais novidade entre os anos de 385 e 388, mas, ao contrário, já havia se tornado tradição. É praticamente certo que o uso do incenso pelos cristãos remete ao estabelecimento oficial da Igreja de Constantino.

Muitas autoridades eclesiásticas afirmam que a ausência de incenso nas listas dos inventários decorre do fato de que nos primeiros trezentos anos depois da época dos apóstolos simplesmente não se usava incenso nas igrejas.

Depois do século V, o uso do incenso foi pouco a pouco se estendendo cada vez mais na Igreja. Desse modo, no século XIV, o incenso já era uma parte indispensável dentro da Missa e de outros cultos religiosos, como as vésperas, a consagração de igrejas e as procissões e funerais.

O fato de que o uso do incenso remetia aos judeus e/ou ao paganismo podem de fato, ter causado a resistência ao incenso dos primeiros cristãos. Não obstante, o incenso era efetivamente usado naquela época para fins de purificação.

A receita do incenso mais antiga que conhecemos por tradição está contida no livro de Êxodo, do Antigo Testamento (capítulo 30, versículo 34). E por fim, o incenso fazia parte também dos presentes que os Três Reis Magos do Oriente trouxeram ao menino Jesus recém nascido (Mateus 2:11 - E entrando na casa, viram o menino com Maria sua mãe e, prostrando-se, o adoraram; e abrindo os seus tesouros, ofertaram-lhe dádivas: ouro, incenso e mirra).

O INCENSO NAS FALANGES CIGANAS

Alguns dos incensos e suas funções astrais:

  • MADEIRA: para abrir os caminhos


  • ALMISCAR: para favorecer os romances


  • JASMIM: para o amor


  • LOTUS: paz, tranqüilidade


  • BENJOIM: para proteção e limpeza


  • SANDALO: para estabelecer relação com o astral


  • MIRRA: incenso sagrado usado para limpar após os rituais e durante eles e também usado quando vai se desfazer alguma demanda ou feitiço.


  • LARANJA: para acalmar alguém ou ambiente.


  • Todo incenso deve ser usado com cautela nunca em demasia como fazem algumas pessoas e deve ser sempre dirigido a alguma causa. Não deve ser utilizado simplesmente por usar, por nada ou sem motivo, deve sempre ter um dono que o receba e que tenha seu nome pronunciado no momento do pedido. O incenso é um expediente sagrado e tem sido usado em rituais sagrados de toda espécie desde que o homem é homem.

    Mantém um poder grande de evocação espiritual e astral e não deve ser usado tão somente para perfumar ambientes ou sem causa porque sempre estaria alcançando uma egrégora qualquer com a vibração que provoca e que está quieta em seu lugar, tem o condão de atrair energia de toda espécie e dos dois planos astrais, negativo e positivo, tem força de ritual e de alimento também, tem força de rejeição ou de atração dependendo do patamar alcançado e da situação especial de quem as ascende.

    É por demais conhecido no mundo da mística astral e por vezes seu uso ou o que emana no mundo imaterial chega a ser disputado quando não pertence a ninguém que o esteja recebendo, podendo muitas vezes provocar visitas ansiosas por novos incensos a serem utilizados.

    Pode parecer simples e de nenhuma gravidade, bem como aconselhado em outras egregoras como de bom agouro e condutor de sorte, limpeza e bom astral, em algumas vezes até como calmante ou nivelação energética de ambientes, contudo, seu uso como tudo no mundo deve ser feito com o critério necessário e mantida a relação correta com o que e quem se pretende atingir, na sua ardência e utilização, sem contar com as preferencias milenares já existentes em alguns casos, no mundo imaterial por uma avalanche de viventes e energias de tipos diversos.

    O uso inadvertido ou pouco conhecido de determinados instrumentos destinados, regra geral a rituais, consagrações e outros tantos motivos, não é aconselhável. Fato que nos leva à necessidade de orientação, pesquisa e instrução à respeito. As coisas que por vezes nos parecem muito simples e que por qualquer motivo nos faz um aparente bem, mas que não esteja dentro de nosso domínio de conhecimento, requer maior atenção e aprendizado.

    Quando se tratar de espírito cigano, com certeza ele indicará o incenso de sua preferencia ou de sua necessidade naquele momento, regra geral o incenso mantêm sempre correspondência com a área de atuação dele ou dela ou do trabalho que estará sendo levado a efeito. Quando se tratar de oferendas e já não estiver estipulado o incenso certo para acompanhar e houver sua necessidade solicitada, bem como nas consagrações o incenso que deve acompanhar devera sempre ser o de maior correspondência com o próprio cigano ou cigana. No caso de uma oferenda normal e tão somente necessária para manutenção, agrado ou tratamento sugere-se o incenso espiritual ou de rosa, que mantém efeito de evocação de leveza, de elevação ou mesmo de louvação espiritual.

    Quando se pretender que alguma coisa , objeto ou ambiente seja bem energizado, ou mesmo se tratar de alguma consagração de algum instrumento utilizado por eles, e for feito sem a participação efetiva do cigano ou cigana e com a devida autorização, pode-se usar o incenso de ópio ou mesmo sândalo, se nenhum foi indicado. É interessante que se tenha sempre a mão esses incensos, no caso de algum cigano pedir para exercer qualquer vibração de energização em algum objeto qualquer que deseje dar ou mesmo prepara para alguém.

    Trecho extraído do livro "Rituais e Mistérios do Povo Cigano"

    Autor: Nelson Pires Filho.

    Ed. Madras

    DITADOS DO POVO CIGANO


    Vários ditados ciganos em Romanês fazem alusão à benção de gerar filhos:

    • "E JULI QUE NAILA CHAVÊ TSHI NAKEU PA TRAIO"
    ( A mulher que não tem filho passa pela vida e não vive);

    • "MAI FALIL IEC CHAU ANDO DJY, DIKÊ IEK GUNÔ PERDO GALBENTSA"
    ( Mais vale um filho no ventre do que um baú cheio de moedas de ouro);

    • "NAI LOVÊ ANDÊ LUMA CAI POTINEL IEC SHAVO"
    ( Não existe dinheiro no mundo que pague um filho).

    Dentro da comunidade cigana, o casal em que um dos dois seja impossibilitado de ter filhos, embora amando-se, a comunidade faz com que se separem, porque o amor que se têm pela perpetuação da raça supera ou abafa qualquer outro sentimento.

    A família, para o povo cigano, é o seu maior patrimônio.

    RITUAIS DOS CIGANOS




    O Nome na maçã

    Pegue uma maçã e um pedacinho de papel branco.
    Escreva nesse papel o nome da pessoa amada.
    Faça um furo na maçã e coloque, nesse furo, o pedacinho de papel com o nome escrito.
    Feche esse buraco com mel e açúcar.
    Vá até um jardim público, coloque-se de costas e atire a maçã por sobre a cabeça.
    Retire-se sem olhar para trás.
    Não retorne a esse lugar por sete dias.


    Encantamento com fotografia

    Pegue uma fotografia da pessoa amada, amarre uma fita vermelha horizontalmente, deixando as pontas pendentes.
    Prenda-a do lado de fora da porta da frente da sua casa, numa noite de lua cheia, após as nove horas da noite.
    Deixe até o dia seguinte, quando deve retirá-la e pô-la debaixo do travesseiro, até a pessoa voltar. (E ela volta!).
    Para prender o coração de alguém

    Costure um saquinho de veludo vermelho colocando dentro arruda, uma foto de seu amor e alecrim, de forma que a foto fique entre as duas plantas.
    Termine de fechar com linha, mas não dê nenhum nó no arremate.
    Simplesmente continue alinhavando ao redor do saquinho até a linha terminar.
    Nenhum pedaço deve sobrar nem ser jogado fora.
    Feito isso, introduza a agulha no interior do saquinho.
    Passe a carregar consigo esse talismã e sempre nas sextas-feiras de Lua Cheia, tente se aproximar dessa pessoa e conversar, mas sempre só após as nove horas da noite.
    Quando você conseguir o que pretende, enterre o saquinho perto de uma bonita árvore.


    Receita Cigana de Banho para atrair o seu amor

    Se você tem banheira, use-a.
    Se não, coloque em uma panela grande, contendo 2 litros de água.
    Coloque arruda, erva doce, açúcar cristal ,um ramo de amor agarradinho e uma gota de seu perfume usual na água aquecida sem ferver.
    Após o seu banho normal, jogue a água sobre você (ou entre na banheira) mentalizando o seu amor.
    Acenda uma vela vermelha para o cigano Wladimir (protetor dos grandes amores).
    Ritual de Nascimento

    O cigano preserva muito a sua sorte.
    Existem várias crenças para mantê-la, da vida uterina até a morte.
    Diariamente a gestante cigana faz um ritual simples para que a criança ao nascer tenha sorte: ao avistar os primeiros raios de sol, passa a mão em sua barriga; da mesma forma, logo que vê os primeiros raios de luar, ela repete o gesto, desejando sorte e felicidade para o bebê.
    Esta é a forma dela saudar as forças da natureza e pedir-lhe as bênçãos de suas luzes para a vida que já existe em seu ventre.
    No sétimo dia após o nascimento da criança a mãe dá um banho no bebê, jogando moedas e jóias de ouro e pétalas de rosas em sua água, para que o filho ou filha conheça sempre a fartura , a prosperidade e a riqueza.